Dermatologista · CRM-SP 191.578 · RQE 92.094
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As verrugas têm origem viral e respondem a diferentes abordagens — cauterização química, eletrocauterização ou curetagem. A escolha depende do tipo, da localização e do número de lesões, avaliados na consulta.
- Verrugas em mãos, pés ou rosto
- Lesões que se multiplicam ou incomodam
- Verrugas que não respondem a tratamentos prévios
Pode voltar depois?+
Por serem de origem viral, há chance de recidiva. Acompanhamento ajuda a tratar novas lesões cedo.
Tipos de verruga e como cada uma se comporta
Verruga é sempre causada pelo HPV cutâneo, mas o local muda tudo: o aspecto, o incômodo e o tratamento indicado.
Verruga plantar, o "olho de peixe". É a que aparece na sola do pé. Como o peso do corpo empurra a lesão para dentro, ela cresce em profundidade e dói ao pisar, dando a sensação de pedra no sapato. Costuma ter pontinhos escuros no centro (vasos coagulados) e interrompe as linhas naturais da pele, o que a diferencia de um calo. É a mais desconfortável e a que mais exige paciência no tratamento.
Verruga filiforme. Fina e alongada, como um fiozinho de pele. Aparece em pescoço, pálpebras, ao redor da boca e no rosto. Incomoda mais pelo aspecto e por enroscar na roupa ou na lâmina de barbear.
Verruga vulgar. A clássica das mãos e dos dedos, com superfície áspera e aspecto de couve-flor. Comum em crianças e em quem roe unha ou tira cutícula, porque a pele machucada é porta de entrada.
Verruga periungueal. Ao redor ou embaixo da unha. É das mais teimosas, porque a unha protege o vírus, e pode chegar a deformar a lâmina ungueal.
Uma observação que costuma tranquilizar: os tipos de HPV que causam verruga em mãos e pés não são os mesmos associados a lesões genitais. São vírus da mesma família, com comportamento diferente.
Métodos de remoção e quando cada um é indicado
Não existe um método que seja o melhor para todas as verrugas. A escolha depende do tipo, do tamanho, do local, da idade do paciente e de quantas lesões existem.
Cauterização (eletrocoagulação). A lesão é destruída com corrente elétrica, sob anestesia local. Vantagem: resolve numa sessão na maioria dos casos e permite tratar várias lesões de uma vez. É especialmente prática em verrugas filiformes e vulgares.
Crioterapia. Congelamento com nitrogênio líquido, provocando destruição controlada e resposta imune local. Costuma exigir sessões repetidas com intervalo de duas a três semanas. Boa opção em lesões pequenas e múltiplas.
Exérese cirúrgica. Retirada com bisturi, reservada a casos selecionados. Na planta do pé há um cuidado específico: cicatriz em área de apoio pode incomodar mais do que a verruga original, então essa escolha é feita com critério.
Tratamentos tópicos. Ácido salicílico em concentração adequada, com preparo correto da lesão, tem papel real, sobretudo em verruga plantar e em crianças. Depende muito de constância.
Imunoterapia e outras técnicas, em lesões resistentes ou muito numerosas.
O raciocínio que sigo é começar pelo que resolve com menor risco de sequela naquele local e reavaliar a cada retorno. Verruga plantar, em particular, costuma pedir mais de uma sessão, e prefiro dizer isso antes a prometer sessão única.
O que não funciona (e o que atrapalha)
Alguns hábitos aparecem em quase toda consulta e vale registrar:
- Cortar ou lixar em casa. Remove só a camada de queratina de cima. O vírus continua, a lesão volta e o risco de infecção aumenta.
- Queimar com produto caseiro. Provoca queimadura na pele sadia ao redor e pode deixar marca permanente sem atingir a lesão.
- Discos de calo comprados sem diagnóstico. Se a lesão for verruga e não calo, o efeito é limitado e a queimadura na borda é comum.
- Deixar para depois. Verruga se multiplica por autoinoculação: uma vira três, três viram dez. Quanto antes tratar, menos sessões.
Também vale saber quando a lesão não é uma verruga simples. Lesões que sangram sem trauma, que crescem rápido, que mudam de cor ou que não respondem a tratamento adequado merecem avaliação, porque outras condições podem se parecer com verruga.
Para reduzir a chance de reinfecção: chinelo em vestiário e piscina, secar bem os pés, não compartilhar toalha, alicate ou lixa, e não usar o mesmo instrumento na lesão e na pele sadia.
continuar explorando.
Cirurgia dermatológica
Remoção de lesões de pele com técnica cirúrgica, anestesia local e cuidado com o resultado estético da cicatriz.
Retirada de pinta e lesão de pele
Remoção de pintas e lesões de pele com avaliação prévia por dermatoscopia e envio para exame quando indicado.
Retirada de cisto
Remoção cirúrgica de cistos, incluindo o cisto sebáceo, com anestesia local — retirando a cápsula para reduzir a chance de recidiva.
avalie retirada de verruga com segurança.
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