Dr. Rodrigo Alves Dermatologia
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Câncer de pele
22 de junho de 2026 · 6 min de leitura

Carcinoma basocelular: o câncer de pele mais comum

Por Dr. Rodrigo Alves · Dermatologista · CRM-SP 191.578 · RQE 92.094
Escrito e revisado pelo Dr. Rodrigo Alves · atualizado em 22 de junho de 2026
Carcinoma basocelular: o câncer de pele mais comum

O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum de câncer de pele — e o câncer mais frequente no ser humano de forma geral. A boa notícia é que, por crescer devagar e raramente dar metástase, tem excelente prognóstico quando tratado. Conhecer sua aparência ajuda no diagnóstico precoce.

O que é o carcinoma basocelular

O CBC origina-se nas células basais da epiderme, a camada mais profunda da pele. Está fortemente associado à exposição solar acumulada, por isso é mais comum em áreas fotoexpostas — face, nariz, orelhas, couro cabeludo e dorso. É um câncer localmente invasivo: ele cresce e destrói tecido ao redor, mas a chance de se espalhar para outros órgãos é muito baixa.

Como ele se manifesta

O CBC tem várias formas clínicas. As mais típicas:

  • Nódulo perolado (subtipo nodular): uma lesão brilhante, cor da pele ou rosada, muitas vezes com pequenos vasos na superfície (telangiectasias).
  • Lesão que sangra e cicatriza repetidamente, formando crosta e voltando a abrir.
  • Placa avermelhada e descamativa (subtipo superficial), comum no tronco.
  • Área esbranquiçada, endurecida, tipo cicatriz (subtipo esclerodermiforme), o mais traiçoeiro porque se disfarça.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação clínica é complementada pela dermatoscopia, que revela padrões vasculares e estruturais característicos (vasos arboriformes, ninhos ovoides azul-acinzentados). A confirmação é feita por biópsia, que também define o subtipo histológico — informação que orienta o tratamento.

Tratamento

O tratamento padrão-ouro é cirúrgico: a remoção da lesão com margem de segurança, com exame do material para confirmar que a retirada foi completa. Em casos selecionados (subtipos superficiais, certas localizações), há alternativas como tratamentos tópicos ou outras modalidades, sempre definidas caso a caso. A cirurgia micrográfica de Mohs é indicada em situações específicas (lesões recidivadas, áreas nobres da face) por permitir o máximo de preservação de tecido com controle das margens.

Diagnóstico precoce simplifica o tratamento e melhora o resultado estético. Lesões que sangram, não cicatrizam ou mudam merecem avaliação.

Perguntas frequentes
Carcinoma basocelular é grave?+

É um câncer localmente invasivo, mas com baixíssima chance de metástase e excelente prognóstico quando tratado. Quanto mais cedo, mais simples a cirurgia e melhor o resultado.

Como é a aparência do carcinoma basocelular?+

A forma mais típica é um nódulo perolado e brilhante, às vezes com pequenos vasos, que pode sangrar e cicatrizar repetidamente. Há também placas avermelhadas e áreas tipo cicatriz.

Qual o tratamento?+

O padrão é cirúrgico, com remoção e margem de segurança e exame do material. Em casos selecionados há alternativas, e a cirurgia de Mohs é indicada em situações específicas.

Volta depois de tratado?+

A maioria é curada com a retirada completa. O acompanhamento dermatológico é importante porque quem teve um CBC tem mais risco de desenvolver novas lesões.

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