Dr. Rodrigo Alves Dermatologia
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Doenças de pele

Molusco contagioso

Bolinhas pequenas, cor da pele, com um pontinho no centro, comuns em crianças. É benigno, contagioso e tem tratamento simples no consultório.

Duração
Sessão de consultório
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Sob avaliação
Quem atendeDr. Rodrigo Alves
Dermatologista · CRM-SP 191.578 · RQE 92.094
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O procedimento

O molusco contagioso é uma infecção de pele causada por um vírus, muito frequente na infância. Aparece como pequenas pápulas arredondadas, cor da pele ou perolada, com uma depressão central característica. É benigno e não traz risco, mas se espalha pelo próprio contato e pode incomodar bastante quando são muitas lesões.

Quando procurar
  • Lesões que se espalham para outras áreas do corpo
  • Muitas lesões ou crescimento rápido
  • Lesões inflamadas, avermelhadas ou que coçam
  • Criança que frequenta escola, natação ou creche
  • Dúvida sobre o diagnóstico
Perguntas frequentes
Molusco contagioso é grave?+

Não. É uma infecção benigna de pele, sem risco para a saúde da criança. O incômodo é o contágio e o número de lesões, que tende a aumentar com o tempo.

Precisa tratar ou some sozinho?+

Pode desaparecer sozinho, mas isso costuma levar de meses a mais de um ano. Nesse intervalo as lesões se multiplicam e podem passar para outras crianças, então tratar costuma encurtar bastante a história.

Meu filho pode ir à escola e à natação?+

Em geral sim. A orientação é cobrir as lesões quando possível, evitar compartilhar toalha e roupa, e não coçar, porque a coçadura é o que mais espalha.

Como é o tratamento?+

O mais comum é a remoção das lesões no consultório, com técnica adequada à idade da criança e ao número de lesões, usando anestésico tópico quando indicado. Costuma ser rápido.

Volta depois de tratar?+

As lesões tratadas não voltam, mas podem surgir novas se o vírus ainda estiver em incubação em outra área da pele. Por isso o retorno de controle faz parte do tratamento.

Como reconhecer

As lesões do molusco têm um aspecto bem característico quando você sabe o que procurar:

  • Pápulas pequenas, de 2 a 5 mm, do tamanho de uma cabeça de alfinete.
  • Cor da pele ou perolada, com brilho.
  • Uma depressão no centro, como um pequeno umbigo. Esse é o detalhe que fecha o diagnóstico.
  • Firmes ao toque, sem descamar.
  • Aparecem em grupos, com frequência alinhadas numa faixa, o que denuncia que a criança coçou e espalhou.

Os locais preferidos são tronco, axilas, dobras dos braços e das pernas, pescoço e rosto. Em crianças que nadam, é comum aparecer nas laterais do tronco e nas coxas.

Costuma não doer nem coçar, a não ser quando a lesão inflama. E vale um aviso que tranquiliza muitos pais: quando uma lesão fica vermelha, inchada e parece infectada, isso com frequência é sinal de que o organismo está reagindo e aquela lesão está prestes a desaparecer.

Como pega e como evitar espalhar

O contágio é por contato direto com a pele e por objetos compartilhados. Toalha, roupa, brinquedo de banho e tatame são vias comuns, e por isso creche, escola e natação aparecem tanto na história.

Dentro da própria criança, o principal responsável pela multiplicação é a coçadura: ao coçar uma lesão e tocar outra parte do corpo, ela leva o vírus junto. É o que explica aquelas fileiras de lesões seguindo a linha de um arranhão.

Medidas que ajudam:

  • Não coçar nem espremer. Espremer é a forma mais eficiente de espalhar.
  • Toalha e roupa de banho individuais, sem compartilhar.
  • Cobrir as lesões com roupa ou curativo em atividades de contato.
  • Evitar compartilhar brinquedos de banho e material de piscina.
  • Passar o hidratante antes nas áreas sem lesão e por último nas lesões, ou usar aplicações separadas, para não carregar o vírus com a mão.

Não é preciso afastar a criança da escola. Isolamento social por molusco causa mais dano do que a própria doença.

Quando tratar

O molusco é autolimitado: em algum momento o sistema imune reconhece o vírus e resolve. O problema é o prazo, que costuma variar de 6 meses a mais de 2 anos, e o que acontece nesse meio-tempo.

Costumo indicar tratamento quando:

  • As lesões estão aumentando em número.
  • Existe contágio para irmãos ou colegas.
  • lesões inflamadas ou com infecção secundária por coçadura.
  • As lesões estão em áreas expostas, causando constrangimento na criança maior.
  • A criança tem dermatite atópica, situação em que o molusco tende a se espalhar mais e a inflamar.

O procedimento é feito no consultório e a escolha da técnica leva em conta a idade, quantas lesões existem e a tolerância da criança. Quando indicado, usa-se anestésico tópico aplicado antes, o que torna o procedimento bem mais confortável.

Um pedido: não tente remover as lesões em casa com agulha, pinça ou receitas caseiras. Além da dor e do risco de infecção, é a maneira mais rápida de espalhar o vírus e de deixar marca onde não precisava.

Doenças de pele · São José dos Campos

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