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O molusco contagioso é uma infecção de pele causada por um vírus, muito frequente na infância. Aparece como pequenas pápulas arredondadas, cor da pele ou perolada, com uma depressão central característica. É benigno e não traz risco, mas se espalha pelo próprio contato e pode incomodar bastante quando são muitas lesões.
- Lesões que se espalham para outras áreas do corpo
- Muitas lesões ou crescimento rápido
- Lesões inflamadas, avermelhadas ou que coçam
- Criança que frequenta escola, natação ou creche
- Dúvida sobre o diagnóstico
Molusco contagioso é grave?+
Não. É uma infecção benigna de pele, sem risco para a saúde da criança. O incômodo é o contágio e o número de lesões, que tende a aumentar com o tempo.
Precisa tratar ou some sozinho?+
Pode desaparecer sozinho, mas isso costuma levar de meses a mais de um ano. Nesse intervalo as lesões se multiplicam e podem passar para outras crianças, então tratar costuma encurtar bastante a história.
Meu filho pode ir à escola e à natação?+
Em geral sim. A orientação é cobrir as lesões quando possível, evitar compartilhar toalha e roupa, e não coçar, porque a coçadura é o que mais espalha.
Como é o tratamento?+
O mais comum é a remoção das lesões no consultório, com técnica adequada à idade da criança e ao número de lesões, usando anestésico tópico quando indicado. Costuma ser rápido.
Volta depois de tratar?+
As lesões tratadas não voltam, mas podem surgir novas se o vírus ainda estiver em incubação em outra área da pele. Por isso o retorno de controle faz parte do tratamento.
Como reconhecer
As lesões do molusco têm um aspecto bem característico quando você sabe o que procurar:
- Pápulas pequenas, de 2 a 5 mm, do tamanho de uma cabeça de alfinete.
- Cor da pele ou perolada, com brilho.
- Uma depressão no centro, como um pequeno umbigo. Esse é o detalhe que fecha o diagnóstico.
- Firmes ao toque, sem descamar.
- Aparecem em grupos, com frequência alinhadas numa faixa, o que denuncia que a criança coçou e espalhou.
Os locais preferidos são tronco, axilas, dobras dos braços e das pernas, pescoço e rosto. Em crianças que nadam, é comum aparecer nas laterais do tronco e nas coxas.
Costuma não doer nem coçar, a não ser quando a lesão inflama. E vale um aviso que tranquiliza muitos pais: quando uma lesão fica vermelha, inchada e parece infectada, isso com frequência é sinal de que o organismo está reagindo e aquela lesão está prestes a desaparecer.
Como pega e como evitar espalhar
O contágio é por contato direto com a pele e por objetos compartilhados. Toalha, roupa, brinquedo de banho e tatame são vias comuns, e por isso creche, escola e natação aparecem tanto na história.
Dentro da própria criança, o principal responsável pela multiplicação é a coçadura: ao coçar uma lesão e tocar outra parte do corpo, ela leva o vírus junto. É o que explica aquelas fileiras de lesões seguindo a linha de um arranhão.
Medidas que ajudam:
- Não coçar nem espremer. Espremer é a forma mais eficiente de espalhar.
- Toalha e roupa de banho individuais, sem compartilhar.
- Cobrir as lesões com roupa ou curativo em atividades de contato.
- Evitar compartilhar brinquedos de banho e material de piscina.
- Passar o hidratante antes nas áreas sem lesão e por último nas lesões, ou usar aplicações separadas, para não carregar o vírus com a mão.
Não é preciso afastar a criança da escola. Isolamento social por molusco causa mais dano do que a própria doença.
Quando tratar
O molusco é autolimitado: em algum momento o sistema imune reconhece o vírus e resolve. O problema é o prazo, que costuma variar de 6 meses a mais de 2 anos, e o que acontece nesse meio-tempo.
Costumo indicar tratamento quando:
- As lesões estão aumentando em número.
- Existe contágio para irmãos ou colegas.
- Há lesões inflamadas ou com infecção secundária por coçadura.
- As lesões estão em áreas expostas, causando constrangimento na criança maior.
- A criança tem dermatite atópica, situação em que o molusco tende a se espalhar mais e a inflamar.
O procedimento é feito no consultório e a escolha da técnica leva em conta a idade, quantas lesões existem e a tolerância da criança. Quando indicado, usa-se anestésico tópico aplicado antes, o que torna o procedimento bem mais confortável.
Um pedido: não tente remover as lesões em casa com agulha, pinça ou receitas caseiras. Além da dor e do risco de infecção, é a maneira mais rápida de espalhar o vírus e de deixar marca onde não precisava.
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Tratamento clínico da acne com protocolo individual e acompanhamento ao longo das fases.
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Doença crônica e tratável. O controle melhora muito a pele e a qualidade de vida.
Queratose seborreica
Lesão benigna muito comum com o passar da idade. Pode ser removida quando incomoda.
avalie molusco contagioso com segurança.
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